Bujari

Diferente do que acontece na maioria dos municípios da região, que se erguem junto do rio que é seu maior impulsionador, Bujari tem sua história ligada, principalmente, a BR-364, no trecho que liga os municípios de Rio Branco à Sena Madureira, já que surgiu em função da construção da referida estrada. Na época em que foi vendido para o governo do Território Acreano, o dono do Seringal Bujari recebeu pelo mesmo uma quantia equivalente à nove mil contos de réis e o governador do Território era o major Guiomard dos Santos. Quando o Acre foi elevado à categoria de Estado, residiam, no Bujari, três famílias que viviam da borracha e de pequenas agriculturas. Porém, o primeiro avanço populacional considerado, data de 1969 quando por ocasião da construção da BR-364 muitas famílias começaram a instalar-se às margens da estrada.

O 5º Batalhão de Engenharia e Construção estava efetuando a construção da BR quando seu comandante exigiu que muitas famílias afastassem suas residências, fazendo com que muitos moradores perdessem o espaço que ocupavam. O problema agravava-se até que em 1978, uma comissão de moradores foram ao palácio Rio Branco, falar com o governador Geraldo Gurgel de Mesquita que, para resolver o problema, comprou uma área de dez hectares de terras, dividiu-a em lotes urbanos e distribuiu-os entre as famílias prejudicadas. Foi o segundo avanço populacional do referido núcleo. Com o crescimento populacional Bujari desenvolveu-se também em seus aspectos culturais e ainda na década de 70 surgiram as primeiras escolas do povoado. Em 1981, conseguiu-se, com o apoio da Secretaria de Educação do Estado, implantar a 5ª série do 1º grau.

Foi elevado à categoria de município pela Lei n° 1.031 de 28 de abril de 1992, durante o governo de Edmundo Pinto, em território desmembrado do município de Rio Branco, situado no vale do rio Acre. Seus limites foram estabelecidos pela lei n° 1.066 de 09 de dezembro de 1992, alterando o artigo 1° da Lei 1.031 de 28 de abril de 1992. O Bujari foi instalado como município no dia 1° de janeiro de 1993, dia da posse do seu primeiro Prefeito eleito em 1992 juntamente com seu vice-prefeito e os vereadores.

A origem de Bujari está ligada, comercialmente, ao Extrativismo Vegetal, sendo que o mesmo era uma colocação de seringas chamada Bujari e que pertencia ao Seringal Empresa fundado pelo cearense Neutel Maia, em 28 de dezembro de 1882.

A sede municipal do Bujari fica a 21 km da capital Rio Branco. Sua área é cortada por dois rios: o Antimari e o Andirá, que são de suma importância para a vida da população que vive nas suas margens.

Bujari possui hoje a décima nona população do Estado e ocupa o décimo sexto lugar em tamanho de área. A economia local baseia-se no comércio, no extrativismo vegetal, na pecuária e na agricultura de subsistência, com destaque para a piscicultura e a produção de hortaliças.

A Floresta Estadual do Antimari (FEA) é uma Unidade de Conservação de uso sustentável. Parte dela se localiza dentro do Município. A FEA recebe diversos projetos de pesquisa científica e nela são desenvolvidas atividades práticas de manejo dos recursos florestais.

A Área de Proteção Ambiental Estadual São Francisco também é uma Unidade de Conservação de uso sustentável e uma pequena parte dela abrange o Município, na área próxima ao igarapé. Esta unidade visa conservar as condições ambientais na bacia hidrográfica do igarapé que corta grande parte da cidade de Rio Branco.

Limita-se ao norte, com o estado do Amazonas; ao sul, com o município de Rio Branco; a leste, com o município de Porto Acre e a oeste, com o município de Sena Madureira.

O acesso ao município é feito por meio rodoviário através da BR-364.