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DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: Prefeitura de Bujari integra comitê do projeto Hiwi REDD+

O prefeito João Edvaldo Teles De Lima (Padeiro) participou de uma reunião no gabinete, nesta segunda-feira, 22, com as representantes Francy Rosy Nava, Lana Caroline Farias e Aline Ramos de Sousa do Escritório Carbonext (empresa sediada em Belém do Pará) para tratar do incentivo desenvolvido no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) para recompensar financeiramente países em desenvolvimento por seus resultados de Redução de Emissões de gases de efeito estufa provenientes do Desmatamento e da Degradação florestal, considerando o papel da conservação de estoques de carbono florestal, manejo sustentável de florestas e aumento de estoques de carbono florestal (+).


"No Bujari já entendemos que investir em projetos REDD+ como um mecanismo importante para a conservação das florestas e incentivo ao processo dos créditos de carbono é importante e garante a proteção da floresta" disse Padeiro.


A agenda contou também com a participação do vice-prefeito Francisco Chagas De Souza Bessa, Secretária de Cidadania e Assistência Social, Maria Rocilda Gomes de Lima, Secretário de Saúde e Saneamento, Francisco Abreu de Oliveira, Secretário Adjunta de Saúde e Saneamento, Maria da Conceição Santana, Secretário de Finanças e Administração, Jeamerson Farias Gomes Secretária de Planejamento, Emili do Vale Leal Figueiredo, Assessor Jurídico Dr. Robson Marques da Silva, e o Secretário de Esporte, Cultura e Lazer, Cleyton de Souza Teixeira.


De acordo com o governo bujariense, o projeto Hiwi REDD+ visa preservar área de 20,5 mil hectares de floresta tropical localizada próximo aos municípios de Bujari, Rio Branco e Porto Acre, com o objetivo de promover a conservação florestal e consequentemente reduzir a emissão de gases de efeito estufa, especialmente devido ao desmatamento ilegal. Segundo as autoridades, a área contém 18 comunidades com uma população de 2.950 famílias, dados estimados pelo INCRA.


O prefeito destacou que o desenvolvimento sustentável deve ser uma meta da administração municipal, protegendo o meio ambiente e seu povo, minimizando os efeitos estufa, mas permitindo também que todos se beneficiem do meio para viver e também para tirar o seu sustento, com regras impostas pelas autoridades locais, estaduais e federais para que a floresta continue em pé, e frisou que a maioria das comunidades que vivem na área do projeto, depende dos recursos florestais "meio ambiente e natureza" para garantir o seu sustento e uma renda.


As representantes do escritório disseram que a condição social das comunidades é demarcada por um precário sistema de saúde e educação, além de baixo desenvolvimento econômico e falta de oportunidade de trabalho. Os objetivos de clima, comunidade e biodiversidade do projeto são resumidos da seguinte forma:

  • Evitar e prevenir o desmatamento não planejado da floresta tropical da região, evitando assim a emissão de 2.642522 tCO2e por um período de 30 anos durante a geração de créditos do projeto (média anual de 88.084,07 tCO2ee);

  • Proteção e manutenção de 20.505,00 ha de floresta;

  • Monitoramento da fauna e flora presentes na área do projeto, incluindo espécies ameaçadas de extinção;

  • Treinamentos sobre brigada de incêndio e outros relacionados ao desenvolvimento sustentável das comunidades;

  • Aumento da qualidade de vida da comunidade através da oferta de treinamento e empregos.

Durante a agenda, Padeiro também lembrou que já foi prefeito outras vezes e presenciou o Estado do Acre, discutir ao longo de sua trajetória, iniciativas no setor florestal, como manejo florestal comunitário e exploração de produtos florestais não madeireiros. Padeiro disse que há 12 anos, o Acre vem implementando políticas e iniciativas inovadoras para incentivar e valorizar os serviços ecossistêmicos. Para o Acre, as iniciativas de REDD+ devem estar integradas a uma estratégia ampla, sendo parte e não fim do processo de desenvolvimento estadual, intensificando e fortalecendo as ações de proteção e produção sustentável, e destacou o a lei que criou o “Sistema de Incentivos a Serviços Ambientais” - o SISA, cujo objetivo é conciliar desenvolvimento econômico e conservação florestal, mitigando as mudanças climáticas, em outubro de 2010.


Em Bujari vamos participar e contribuir da melhor forma possível com o projeto HIWI Redd+ e vamos integrar o comitê e fazer todo o possível para minimizar os impactos do efeito estufa com apoio das instituições e do escritório Carbonext.


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